Cirurgias das mamas: a medida certa é a da sua anatomia.

Prótese de silicone, mastopexia, mamoplastia redutora e ginecomastia tratam volume, queda, excesso e assimetria das mamas, cada uma com indicação, cicatriz e recuperação próprias. O planejamento parte das suas medidas e do que você deseja, não de um catálogo. Atendimento em Primavera do Leste e Rondonópolis.

Revisado clinicamente por Dr. Fernando Fonseca (CRM-MT 7728 · RQE 3135) em 24 de setembro de 2026.

Ilustração em aquarela representando as cirurgias das mamas

Em resumo

O que trata
Volume, queda, assimetria e excesso das mamas; ginecomastia
Procedimentos
Prótese de silicone, mastopexia (com ou sem prótese), mamoplastia redutora, ginecomastia
Anestesia
Geral, em ambiente hospitalar, com avaliação prévia do anestesiologista
Internação
Alta no mesmo dia (prótese, ginecomastia) ou no dia seguinte (redutora, mastopexia)
Trabalho de escritório
Em geral, 1 semana (prótese) a 2 semanas (redutora e mastopexia)
Exercícios
Pernas e caminhada cedo; braços e peitoral a partir de 4 a 6 semanas
Resultado se define
Forma final entre 3 e 6 meses; cicatrizes amadurecem em até 12 meses
Onde
Primavera do Leste e Rondonópolis, MT, em ambiente hospitalar

Referências gerais. Internação e prazos são definidos para o seu caso na consulta.

Para quem a cirurgia das mamas é indicada?

Para quem sente que as mamas não correspondem ao corpo, por falta de volume, por queda, por excesso ou por assimetria, e para quem tem um motivo funcional: dor nas costas e no pescoço por mamas pesadas, ginecomastia que constrange. As situações mais comuns na consulta são o esvaziamento após amamentar, a queda depois das gestações ou do emagrecimento e a assimetria que sempre existiu.

O que avalio, além do que incomoda você: as medidas da base da mama e do tórax, a posição da aréola em relação ao sulco (que define se basta uma prótese ou se é preciso reposicionar), a quantidade e a qualidade da glândula e da pele, o seu histórico de saúde e familiar, e o que você espera. É esse conjunto que define a técnica, e é por isso que duas pacientes com o mesmo pedido podem sair da consulta com planos diferentes.

Quando a resposta é "ainda não" ou "não é o caso"

  • Antes de completar o desenvolvimento das mamas, em geral, a partir dos 18 anos, salvo assimetrias importantes avaliadas caso a caso.
  • Quem planeja engravidar em breve: a gestação e a amamentação mudam a mama; o ideal é operar depois.
  • Quem ainda vai perder muito peso: a mama muda junto; estabilizar primeiro evita operar duas vezes.
  • Quem fuma e não consegue parar por 4 semanas antes e depois: o cigarro compromete a irrigação da pele e da aréola.
  • Quem tem alteração em exame de mama ainda não esclarecida: investiga-se primeiro, com o mastologista.
  • Ginecomastia com causa hormonal ou medicamentosa não tratada: trata-se a causa antes de operar.

Qual cirurgia é a minha?

Prótese, mastopexia ou redutora? A resposta está na relação entre volume e posição: falta volume → prótese; a posição caiu → mastopexia; sobra volume → redutora. Muitas vezes, é uma combinação.

ProcedimentoO que resolvePara quemCicatrizVolta ao escritório
Prótese de siliconePouco volume, assimetria leve, esvaziamento após gestação ou emagrecimentoMama sem queda importante, pele com boa elasticidadeNo sulco da mama (4 a 5 cm) ou ao redor da aréolaCerca de 1 semana
MastopexiaMama caída (ptose), aréola baixa, pele em excessoQuem tem volume suficiente mas perdeu a posição; com prótese se falta volumeAo redor da aréola; vertical até o sulco; às vezes também no sulco2 semanas
Mamoplastia redutoraMamas grandes e pesadas, dor nas costas e no pescoço, assaduras no sulcoQuem tem volume excessivo, com ou sem quedaAréola, vertical e, em geral, no sulco (T invertido)2 semanas
GinecomastiaAumento das mamas no homem, por glândula, gordura ou ambosApós investigação de causas hormonais e medicamentosasPequenas incisões de lipo; meia-lua na aréola quando há glândula1 semana

As cirurgias, uma a uma

O que cada uma faz, como eu a realizo e o que você precisa saber antes de decidir.

Aumento das mamas com prótese de silicone

A prótese devolve ou acrescenta volume à mama e pode corrigir assimetrias leves. O que define o resultado não é o tamanho escolhido num catálogo, mas a relação entre a prótese e a sua anatomia: a largura da base da mama, a qualidade da pele e da glândula, o formato do tórax. Uso a técnica R24R (Round 24 hours Round), uma forma de planejar a escolha e o posicionamento da prótese para que a mama se mantenha arredondada e natural em todas as posições, em pé, deitada, de lado. Trabalho com próteses de fabricantes reconhecidos e registradas na Anvisa.

  • Tamanho definido pelas suas medidas, não por um número
  • Plano (atrás ou na frente do músculo) escolhido pela espessura do tecido
  • Incisão no sulco da mama na maioria dos casos, discreta e coberta
  • Alta no mesmo dia, em geral

Mastopexia (lifting das mamas)

A mastopexia reposiciona a mama e a aréola que desceram, depois de gestações, amamentação, emagrecimento ou com o tempo, retirando o excesso de pele e remodelando o tecido. Quando falta volume na parte superior, pode ser associada a uma prótese na mesma cirurgia. O desenho das cicatrizes depende de quanta pele precisa sair: ao redor da aréola, vertical até o sulco e, em casos de maior excesso, também no sulco. Uso a termografia para avaliar a irrigação da pele e da aréola durante a cirurgia, é ela que me diz o quanto é seguro retirar e reposicionar.

  • Com ou sem prótese, conforme o volume que você tem e o que deseja
  • Aréola reposicionada e, se necessário, reduzida
  • Termografia para decisões mais seguras sobre a pele
  • Cicatrizes conversadas e desenhadas antes, sem surpresa

Mamoplastia redutora

Reduz o volume e o peso das mamas, reposicionando-as e reduzindo a aréola. É uma cirurgia com forte componente funcional: mamas muito grandes causam dor nas costas, nos ombros e no pescoço, marcas das alças do sutiã, assaduras no sulco e limitação para atividade física. A técnica é planejada para preservar, tanto quanto possível, a sensibilidade da aréola e a capacidade de amamentar, embora nenhuma das duas possa ser garantida.

  • Alívio de dor e de limitação funcional como objetivo central
  • Volume final definido com você, proporcional ao corpo
  • Preservação da sensibilidade e da amamentação como prioridade técnica
  • Em critérios específicos, pode ter análise de cobertura pelo plano

Ginecomastia

O aumento das mamas no homem pode ser de glândula, de gordura ou dos dois. Antes de operar, investigo as causas: alterações hormonais, medicações, anabolizantes e outras condições precisam ser identificadas e tratadas, porque algumas fazem a ginecomastia regredir sem cirurgia, e outras a fariam voltar. O tratamento cirúrgico combina lipoaspiração, para a gordura, com a retirada da glândula por uma pequena incisão na borda da aréola, quando há glândula.

  • Investigação das causas antes de indicar cirurgia
  • Lipoaspiração, retirada da glândula ou ambas
  • Incisão escondida na borda da aréola
  • Colete compressivo por algumas semanas; retorno rápido à rotina

Como é o dia da cirurgia?

Da primeira consulta à alta, o caminho é previsível, e você sabe cada passo antes de dar o próximo.

  1. 1Consulta e Slim Day: exame físico com medidas da mama e do tórax, fotos, definição da técnica e, se for o caso, do volume e do plano da prótese; exames pré-operatórios, mamografia ou ultrassom conforme a idade e o histórico; avaliação com o anestesiologista.
  2. 2Marcação: no dia, em pé, desenho a posição da nova aréola, as cicatrizes e as áreas a tratar, é o mapa que sigo na cirurgia.
  3. 3Anestesia geral e cirurgia: em ambiente hospitalar, com monitorização completa. Duração de cerca de 1h30 (prótese) a 5 horas (redutora e mastopexia), porque o reposicionamento e a simetria pedem tempo.
  4. 4Recuperação imediata: sutiã cirúrgico ou colete colocado ainda no centro cirúrgico, controle de dor e náusea, primeiras caminhadas no hospital.
  5. 5Alta: no mesmo dia ou no dia seguinte, com orientações por escrito, receita, contato direto da equipe e o primeiro retorno já marcado.

As tecnologias que uso, e para quê

Na cirurgia das mamas, a tecnologia serve sobretudo a uma pergunta: a pele e a aréola vão receber sangue suficiente depois do que eu fizer? É isso que decide o quanto é seguro retirar e reposicionar.

Termografia

Mostra a irrigação da pele e da aréola em tempo real na mastopexia e na redutora, orienta o quanto é seguro retirar.

Ultrassom

Guia a lipoaspiração na ginecomastia e os enxertos de gordura usados para refinar contorno e simetria.

Próteses registradas na Anvisa

De fabricantes reconhecidos, com rastreabilidade, o número de série fica no seu prontuário e com você.

Planejamento R24R

Método de escolha e posicionamento da prótese a partir das suas medidas, para uma mama arredondada em todas as posições.

Conhecer cada tecnologia em detalhe

Como é a recuperação, semana a semana?

Referências gerais para prótese, mastopexia e redutora. O seu cronograma é definido na consulta e ajustado a cada retorno.

  1. Dias 1 a 3

    Desconforto e sensação de peso

    Dor controlada com a medicação, sensação de pressão no peito e inchaço. Braços se movem para as atividades do dia a dia, sem levantar acima da cabeça nem carregar peso. Dormir de barriga para cima, com a cabeceira elevada.

  2. Dias 5 a 7

    Primeiro retorno

    Troca de curativos, avaliação das cicatrizes e retirada do dreno, nos casos selecionados em que ele é usado. Banho liberado conforme a orientação da alta.

  3. Semana 2

    Rotina leve

    Retorno ao trabalho de escritório na maioria dos casos. Sutiã cirúrgico contínuo. Ainda sem dirigir por longos períodos, sem esforço com os braços.

  4. Semanas 3 e 4

    Mais autonomia

    Retirada dos pontos quando não são absorvíveis. Dirigir quando o movimento dos braços não doer. As mamas ainda estão altas e firmes, é normal; elas se acomodam ao longo dos meses.

  5. Semanas 4 a 6

    Volta ao movimento

    Caminhadas longas e exercícios de pernas liberados; exercícios de braço e peitoral começam a ser reintroduzidos de forma progressiva. Sutiã cirúrgico passa a uso parcial.

  6. Semanas 6 a 12

    Treino completo

    Musculação de membros superiores e exercícios de impacto voltam progressivamente, com liberação individual. Sutiã com aro, em geral, a partir desse período.

  7. 3 a 12 meses

    A forma se define

    A mama desce para a posição definitiva e amolece entre 3 e 6 meses; as cicatrizes clareiam e amadurecem em até 12 meses. Retornos espaçados até a alta definitiva e, com prótese, acompanhamento periódico.

Depois da cirurgia, quando posso…?

As perguntas práticas que toda paciente faz, com as respostas de referência. A orientação escrita da alta prevalece.

Tomar banho?
Em geral 24 a 48 horas após a cirurgia, com a técnica orientada na alta para proteger curativos e drenos.
Voltar para minha cidade?
Se você vem de outra cidade, permaneça em Primavera do Leste ou Rondonópolis até o primeiro retorno, entre o 5º e o 7º dia. Em viagens longas, faça pausas para caminhar.
Dirigir?
Quando mover os braços para girar o volante e frear não doer, e sem medicação que cause sonolência, em geral entre a 2ª e a 3ª semana.
Dormir de lado ou de bruços?
De lado, em geral após 4 semanas; de bruços, após 6 a 8 semanas, quando for confortável e a mama estiver acomodada.
Usar sutiã com aro?
O sutiã cirúrgico é usado por 4 a 6 semanas; o com aro entra, em geral, a partir de 6 a 8 semanas, quando as cicatrizes suportam a pressão.
Levantar os braços e carregar peso?
Movimentos do dia a dia desde o início; levantar acima da cabeça e carregar peso (inclusive filhos pequenos) a partir de 3 a 4 semanas, progressivamente.
Tomar sol?
Nas cicatrizes, protetor solar e cobertura por 6 a 12 meses. Sol no corpo, com as cicatrizes protegidas, após a resolução de roxos e inchaço.
Engravidar e amamentar?
É possível engravidar após qualquer uma dessas cirurgias. A amamentação costuma ser possível após a prótese; na redutora e na mastopexia, depende da técnica e de fatores individuais, e não pode ser garantida.

Riscos e limites, com honestidade

Toda cirurgia tem riscos. Conhecê-los faz parte da decisão, e a maior parte da prevenção acontece antes: na avaliação clínica, nos exames de imagem, na escolha do implante e no preparo.

  • Comuns a qualquer cirurgia: sangramento, infecção, reações à anestesia, trombose venosa, prevenidos com avaliação pré-operatória, meias de compressão e deambulação precoce.
  • Da prótese: contratura capsular (endurecimento da cápsula ao redor do implante), ruptura ou desgaste ao longo dos anos, deslocamento, ondulações visíveis em pele fina, alteração de sensibilidade da aréola. Um tipo raro de linfoma (BIA-ALCL) foi associado a implantes, sobretudo de superfície texturizada, a escolha do implante e o acompanhamento periódico levam isso em conta.
  • Da mastopexia e da redutora: cicatrizes alargadas ou elevadas, assimetrias, alteração ou perda de sensibilidade da aréola, dificuldade para amamentar, sofrimento da pele ou da aréola por irrigação insuficiente (mais frequente em fumantes), risco que a termografia ajuda a reduzir.
  • Da ginecomastia: irregularidade de contorno, retração da aréola, recidiva se a causa não for tratada.

Na consulta, os riscos do seu caso são discutidos um a um, sem minimizar e sem dramatizar.

O que a cirurgia das mamas não faz

  • Não impede que as mamas mudem com gestação, amamentação, variação de peso e envelhecimento.
  • Não garante amamentação nem sensibilidade preservada, são prioridades técnicas, não certezas.
  • Não dispensa o rastreamento do câncer de mama: mamografia e acompanhamento com ginecologista ou mastologista continuam no ritmo indicado para você.
  • Não faz a prótese durar para sempre: ela não tem prazo fixo de troca, mas precisa de acompanhamento periódico.
  • Não entrega a mama de uma foto de referência. A sua anatomia, base, pele, tórax, define o que é possível.

Esta página tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação individual.

Quem vai cuidar de você

Dr. Fernando Fonseca, cirurgião plástico

Dr. Fernando Fonseca

Cirurgião plástico, especialista em contorno corporal e em lipedema

CRM-MT 7728 · RQE 3135Primavera do Leste e Rondonópolis, MT

Cada mama tem uma anatomia própria, e o planejamento parte dela: medidas, qualidade da pele e o que você deseja. A conversa na consulta serve para alinhar o que é possível com segurança no seu caso.

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