Cirurgias faciais: o seu rosto de alguns anos atrás, não outro rosto.

Lifting facial deep plane, lifting cervical, blefaroplastia, lifting frontal endoscópico e otoplastia tratam a flacidez, o excesso de pele e as mudanças de posição que o tempo traz, reposicionando o que caiu, camada por camada, em vez de esticar a pele. O planejamento parte da análise do seu rosto, e nem sempre a resposta é operar. Atendimento em Primavera do Leste e Rondonópolis.

Revisado clinicamente por Dr. Fernando Fonseca (CRM-MT 7728 · RQE 3135) em 24 de setembro de 2026.

Ilustração em aquarela de um rosto feminino, representando as cirurgias faciais

Em resumo

O que trata
Flacidez da face e do pescoço, excesso de pele e bolsas nas pálpebras, sobrancelhas caídas, orelhas de abano
Procedimentos
Lifting facial deep plane, lifting cervical, blefaroplastia, lifting frontal endoscópico, otoplastia
Anestesia
Geral para os liftings; local com sedação é possível na blefaroplastia e na otoplastia de adultos
Internação
Alta no mesmo dia (blefaroplastia, otoplastia) ou no dia seguinte (liftings)
Vida social
Blefaroplastia e otoplastia: 1 a 2 semanas; liftings: 2 a 3 semanas, com maquiagem
Exercícios
Leves a partir de 2 a 3 semanas; intensos a partir de 4 a 6 semanas
Resultado se define
Entre 3 e 6 meses; cicatrizes amadurecem em até 12 meses
Onde
Primavera do Leste e Rondonópolis, MT, em ambiente hospitalar

Referências gerais. Anestesia, internação e prazos são definidos para o seu caso na consulta.

Para quem a cirurgia facial é indicada?

Para quem olha no espelho e vê um rosto mais cansado ou mais triste do que se sente, bochechas que desceram, contorno da mandíbula que se perdeu, papada, pálpebras pesadas, sobrancelhas que caíram sobre os olhos. E para quem tem uma queixa pontual desde sempre, como as orelhas de abano. O que essas pessoas têm em comum não é a idade: é uma mudança de posição ou de excesso que nenhum creme ou procedimento de consultório resolve.

O que avalio: o rosto por camadas, a qualidade da pele, a posição da camada de sustentação (SMAS), o volume dos coxins de gordura, a estrutura óssea, e a relação entre pálpebras e sobrancelhas, que define qual cirurgia trata o olhar pesado. Também o seu histórico de saúde, o tabagismo, medicações que afinam o sangue e o que você espera. É esse conjunto que define o plano, e, com frequência, o que fica de fora dele.

Quando a resposta é "ainda não" ou "não é o caso"

  • Quando a queixa é da qualidade da pele, manchas, rugas finas, textura, e não de posição: aí o caminho é dermatológico, e a cirurgia não resolve.
  • Quando a flacidez ainda é discreta: procedimentos menores ou não cirúrgicos podem fazer mais sentido por alguns anos.
  • Quem fuma e não consegue parar por 4 semanas antes e depois: no rosto, o cigarro compromete a irrigação dos retalhos de pele.
  • Pressão arterial descontrolada ou uso de anticoagulantes sem possibilidade de ajuste: o risco de hematoma torna a cirurgia insegura.
  • Expectativa de um rosto diferente do seu: a cirurgia devolve posição e volume; não muda identidade.

Qual cirurgia é a minha?

Cada região do rosto tem a sua cirurgia. A tabela ajuda a entender a lógica; a resposta para o seu caso vem do exame, e, muitas vezes, é uma combinação.

ProcedimentoO que resolvePara quemCicatrizVida social
Lifting deep planeFlacidez do terço médio e inferior da face: bochechas caídas, sulcos marcados, contorno da mandíbula perdidoFlacidez estabelecida, em geral a partir dos 45 a 50 anos, mas é a anatomia que decide, não a idadeNa frente e atrás da orelha e na linha do cabelo2 a 3 semanas
Lifting cervicalPapada, bandas no pescoço, perda do ângulo entre queixo e pescoçoQuem tem o pescoço como queixa principal; frequentemente combinado ao facialAtrás da orelha e uma pequena sob o queixo2 a 3 semanas
BlefaroplastiaExcesso de pele na pálpebra superior, bolsas de gordura na inferior, olhar cansadoQuem tem a pálpebra como queixa; pode ser só superior, só inferior ou ambasNa prega da pálpebra superior; junto aos cílios ou por dentro na inferior1 a 2 semanas
Lifting frontal endoscópicoSobrancelhas caídas que pesam sobre os olhos, testa marcadaQuando a queda da sobrancelha é a causa do olhar pesado, não a pálpebraPequenas incisões escondidas no couro cabeludo1 a 2 semanas
OtoplastiaOrelhas de abano ou com dobras pouco definidasCrianças a partir dos 7 anos e adultos de qualquer idadeAtrás da orelha, escondida no sulco1 semana; faixa protetora por algumas semanas

As cirurgias, uma a uma

O que cada uma faz, como eu a realizo e o que você precisa saber antes de decidir.

Lifting facial deep plane

No envelhecimento, o que cai não é só a pele: são as estruturas profundas da face, o SMAS, a camada de sustentação, e os coxins de gordura que dão volume às bochechas. A técnica deep plane atua justamente nessa camada: libera e reposiciona o conjunto pele + SMAS + gordura como um bloco, em vez de puxar a pele isoladamente. É por isso que o resultado tende a ser natural, sem a tensão que denuncia o rosto operado, e a durar mais. Frequentemente associo lipoenxertia para repor volume onde ele foi perdido, têmporas, bochechas, sulcos, com a gordura da própria paciente.

  • Reposiciona as camadas profundas, sem tracionar a pele
  • Trata bochecha, sulco nasogeniano e contorno da mandíbula
  • Cicatrizes escondidas nos contornos da orelha e do cabelo
  • Lipoenxertia associada para repor volume, quando indicada

Lifting cervical (pescoço)

Trata a papada, as bandas verticais do músculo platisma e a perda do ângulo entre o queixo e o pescoço. Conforme o caso, combina lipoaspiração submentoniana, plicatura do platisma por uma pequena incisão sob o queixo e retirada do excesso de pele atrás das orelhas. Em geral é feito junto com o lifting facial, porque face e pescoço envelhecem como uma unidade, mas pode ser isolado quando o pescoço é a única queixa.

  • Redefine o ângulo cervicomentoniano
  • Trata gordura, músculo e pele, conforme a necessidade
  • Isolado ou combinado ao lifting facial
  • Incisão sob o queixo de poucos centímetros, discreta

Blefaroplastia

Remove o excesso de pele da pálpebra superior e trata as bolsas de gordura da inferior, reposicionando a gordura, mais do que retirando, para não afundar o olhar. Na pálpebra superior, a incisão fica na prega natural; na inferior, junto aos cílios ou pela parte de dentro (via transconjuntival), quando não há pele sobrando. Antes de indicar, avalio se a queixa é mesmo da pálpebra ou se vem da sobrancelha caída, porque nesse caso a cirurgia certa é outra.

  • Superior, inferior ou ambas, conforme a queixa
  • Gordura reposicionada, não só retirada, para um olhar natural
  • Via transconjuntival na inferior, sem cicatriz na pele, quando possível
  • Alta no mesmo dia; pontos retirados em 5 a 7 dias

Lifting frontal endoscópico

Eleva as sobrancelhas e suaviza a testa por três a cinco pequenas incisões escondidas no couro cabeludo, com o auxílio de uma câmera. Sem a cicatriz longa das técnicas antigas e sem retirar pele. Muitas vezes é o que resolve o olhar 'pesado' que a paciente atribui à pálpebra, e pode ser combinado à blefaroplastia quando as duas coisas coexistem.

  • Incisões mínimas, escondidas no cabelo
  • Sobrancelha reposicionada de forma sutil, sem cara de susto
  • Pode ser combinado à blefaroplastia superior
  • Recuperação em 1 a 2 semanas

Otoplastia

Corrige as orelhas de abano remodelando a cartilagem e aproximando a orelha da cabeça, por uma incisão atrás da orelha, escondida no sulco. Pode ser feita a partir dos 7 anos, quando a orelha já atingiu quase todo o seu tamanho e antes que as brincadeiras da escola deixem marca, e em adultos de qualquer idade. Depois, uma faixa protetora por algumas semanas, principalmente para dormir.

  • Crianças a partir dos 7 anos e adultos
  • Cicatriz escondida atrás da orelha
  • Local com sedação em adultos; geral em crianças
  • Retorno à escola ou ao trabalho em cerca de 1 semana

Como é o dia da cirurgia?

Da primeira consulta à alta, o caminho é previsível, e você sabe cada passo antes de dar o próximo.

  1. 1Consulta e Slim Day: análise do rosto por camadas, pele, sustentação, volume e estrutura óssea, fotos, definição dos procedimentos e do que fica de fora; exames pré-operatórios e avaliação com o anestesiologista.
  2. 2Marcação: no dia, com você sentada, desenho os vetores de reposicionamento, as incisões e as áreas de enxerto.
  3. 3Anestesia e cirurgia: geral para os liftings; local com sedação é possível na blefaroplastia e na otoplastia de adultos. Duração de cerca de 1 hora (blefaroplastia, otoplastia) a 4 ou 5 horas (lifting facial e cervical combinados).
  4. 4Recuperação imediata: curativo leve e, nos liftings, uma faixa compressiva; cabeceira elevada; gelo nas pálpebras; controle de dor e náusea.
  5. 5Alta: no mesmo dia ou no dia seguinte, com orientações por escrito, receita, contato direto da equipe e o primeiro retorno marcado para 2 a 3 dias depois.

As tecnologias e o método, e para quê

No rosto, a tecnologia mais importante é o diagnóstico: saber em qual camada está o problema. O resto são ferramentas para tratar essa camada com o mínimo de agressão às outras.

Endoscopia

Câmera e instrumentos finos que permitem elevar a testa e as sobrancelhas por incisões mínimas no couro cabeludo.

Lipoenxertia facial

Gordura da própria paciente, preparada em pequenos volumes, para repor o que o tempo levou nas têmporas, bochechas e sulcos.

Termografia

Avalia a irrigação dos retalhos de pele durante o lifting, informação que ajuda a decidir o quanto descolar com segurança.

Planejamento por camadas

Pele, SMAS, gordura e osso são avaliados separadamente no exame físico; cada um recebe o tratamento que precisa, e nada além.

Conhecer as tecnologias da clínica

Como é a recuperação, semana a semana?

Referências gerais, com foco nos liftings, blefaroplastia e otoplastia são mais rápidas. O seu cronograma é definido na consulta e ajustado a cada retorno.

  1. Dias 1 a 3

    Inchaço e roxos no auge

    É a fase de aparência pior e desconforto maior, sensação de aperto e dormência são esperadas. Cabeceira elevada, compressas frias nas pálpebras, medicação. Primeiro retorno para troca de curativo.

  2. Dias 5 a 7

    Pontos e faixa

    Retirada dos pontos das pálpebras e da frente da orelha. Nos liftings, a faixa compressiva passa a ser usada só à noite. Roxos começam a amarelar.

  3. Semana 2

    Espelho mais amigável

    Inchaço cede de forma visível. Blefaroplastia e otoplastia já permitem rotina social; nos liftings, maquiagem cobre o que resta de roxo. Retorno ao trabalho de escritório na maioria dos casos.

  4. Semanas 3 e 4

    Vida social

    Liftings liberados para o convívio social. Dormência na frente da orelha e no pescoço ainda é normal e vai melhorando ao longo de meses. Exercícios leves.

  5. Semanas 4 a 6

    Volta ao movimento

    Exercícios intensos liberados progressivamente. Cicatrizes ainda avermelhadas, protegidas do sol. Sensibilidade do couro cabeludo se normalizando no lifting frontal.

  6. 3 a 6 meses

    O resultado aparece

    O inchaço residual, que só você percebia, resolve. Os tecidos se acomodam e o resultado se define. Retornos espaçados.

  7. 6 a 12 meses

    Maturação

    Cicatrizes clareiam e se tornam pouco perceptíveis. Enxertos de gordura estabilizados. Alta definitiva, e a rotina de proteção solar e cuidados com a pele continua.

Depois da cirurgia, quando posso…?

As perguntas práticas que toda paciente faz, com as respostas de referência. A orientação escrita da alta prevalece.

Lavar o rosto e o cabelo?
O rosto, com delicadeza, desde o dia seguinte; o cabelo, em geral após 48 a 72 horas nos liftings, conforme a orientação da alta.
Voltar para minha cidade?
Após o primeiro retorno, entre o 2º e o 3º dia, quando o risco de hematoma já diminuiu. Nos liftings, o ideal é ficar até a retirada dos pontos, por volta do 7º dia.
Dirigir?
Quando conseguir girar o pescoço sem dor e sem medicação que cause sonolência, em geral após 1 semana (blefaroplastia) a 2 semanas (liftings).
Usar maquiagem?
Sobre a pele íntegra, após 1 semana; sobre as cicatrizes, só depois da retirada dos pontos e com a pele fechada, em geral a partir de 10 a 14 dias.
Usar óculos e lentes?
Óculos, desde cedo, evitando apoiar sobre incisões na têmpora ou atrás da orelha; lentes de contato, em geral após 1 a 2 semanas da blefaroplastia.
Dormir de lado?
Cabeceira elevada e de costas nas primeiras 1 a 2 semanas; de lado quando não houver pressão dolorosa sobre orelhas e cicatrizes. Na otoplastia, a faixa protege à noite por algumas semanas.
Tomar sol?
Nas cicatrizes, protetor solar e sombra por 6 a 12 meses. No rosto, protetor diário desde a primeira semana; exposição direta, após a resolução do inchaço e dos roxos.
Fazer tratamentos estéticos de novo?
Toxina botulínica e preenchimentos, em geral, a partir de 3 meses, quando o resultado já se acomodou, e conversados com a equipe para complementar, não competir com a cirurgia.

Riscos e limites, com honestidade

Toda cirurgia tem riscos. No rosto, a prevenção passa por controle da pressão, suspensão de medicações que afinam o sangue, parar de fumar e uma técnica que respeita os nervos e a irrigação da pele.

  • Comuns a qualquer cirurgia: sangramento, infecção, reações à anestesia, prevenidos com avaliação pré-operatória, controle da pressão arterial e suspensão de medicações que afinam o sangue.
  • Dos liftings: hematoma (a complicação precoce mais frequente, por isso o controle rigoroso da pressão), dormência temporária da face e das orelhas, alteração temporária ou, raramente, persistente do movimento de algum ramo do nervo facial, sofrimento da pele próximo às cicatrizes (mais frequente em fumantes), cicatrizes alargadas, alteração da linha do cabelo, assimetrias.
  • Da blefaroplastia: olho seco temporário, dificuldade para fechar completamente os olhos nos primeiros dias, retração da pálpebra inferior quando se retira pele em excesso (por isso a técnica conservadora), assimetrias, e, muito raramente, sangramento atrás do olho, que exige atendimento imediato.
  • Do lifting frontal: dormência ou coceira no couro cabeludo por semanas, queda temporária de cabelo ao redor das incisões, assimetria das sobrancelhas.
  • Da otoplastia: hematoma, infecção da cartilagem (rara, mas grave se não tratada), assimetria, recidiva parcial que pode pedir retoque, hipersensibilidade ao frio.

Na consulta, os riscos do seu caso são discutidos um a um, sem minimizar e sem dramatizar.

O que a cirurgia facial não faz

  • Não interrompe o envelhecimento. Reposiciona o que caiu; a pele continua mudando com o tempo, o sol e a genética.
  • Não trata a qualidade da pele, manchas, rugas finas e textura pedem cuidados dermatológicos, que a cirurgia complementa.
  • Não muda quem você é. Um bom lifting devolve o rosto de alguns anos atrás; não cria outro.
  • Não dispensa a proteção solar e a rotina de cuidados, são elas que mantêm o resultado.
  • Não é a resposta certa para toda queixa: em muitos casos, procedimentos menores ou não cirúrgicos fazem mais sentido, e isso é dito na consulta.

Esta página tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação individual.

Quem vai cuidar de você

Dr. Fernando Fonseca, cirurgião plástico

Dr. Fernando Fonseca

Cirurgião plástico, especialista em contorno corporal e em lipedema

CRM-MT 7728 · RQE 3135Primavera do Leste e Rondonópolis, MT

No rosto, o planejamento considera a anatomia por camadas, a qualidade da pele e o que incomoda você. Nem sempre a resposta é operar agora, e isso também é dito na consulta.

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